A Menina do Nariz Vermelho

Sobre ela...

Ela passa o dia fazendo nada, ela viaja na própria imaginação nas horas impróprias, ela não gosta de ordens, tem algo contra autoridades, reconhece quando está em situação de desvantagem e prefere se poupar de coisas potencialmente perigosas, mas não consegue evitar ser atraída por confusão. Ela acredita que a vida seria muito mais divertida sem os 'tenho que'. Ela ainda acredita nas pessoas, muito contra o seu bom-senso habitual, e ela pode perder a cabeça de vez em quando. Ela ama música, e ama os livros, e ama também cheirar os livros (o que pode soar um pouco estranho para alguns, mas ela não se importa, assume abertamente que é estranha. Ela tem a alma inquieta e cansa fácil de algumas coisas, enquanto outras conseguem ser para a vida toda. Ela é ela e isso basta, e só ela pode ser ela.

Sobre o blog...

Ele não simpatiza nada com o Internet Explorer. Se não se importar em enxergar tudo em negrito, vá em frente.
Esse blog é um caso de amor iniciado em 12 de novembro de 2006, uma das coisas mais sagradas e especiais da vida dela. Esse é o lugar onde ela é ela, e ninguém pode impedir. É o lugar só dela, onde todos estão convidados a entrar e participar, mas jamais tomarão seu lugar. Esse blog tem história, esse blog carrega coisas que não são palpáveis, essa simples página significa muito para alguém.

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    Paloma
    Templates da lua

    Terça-feira , 30 de Setembro de 2008

    Por que tudo tem que ser tão perfeito se nada na vida é perfeito? Por que o certo tem que ser da minoria, enquanto a maioria esmagadora tem que se contentar com seu errado enquanto persegue indefinidamente o certo absolutamente inalcansável? Por que eles escolheram as exceções, e deixam os comuns se achando aberrações? Síndrome de Barbie mata. Perseguir um ideal é bom e saudável, perseguir o impossível é cansativo, inútil e frustrante. Barbies são feitas de plástico, por mais próximo que um ser humano chegue disso, fisica, psíquica ou emocionalmente, nunca vai ser a mesma coisa! Porque mesmo que a nossa natureza tenha sido sufocada por toda uma vida, trancada e confinada num cantinho ínfimo do ser, ela ainda existe, e esse fato é o suficiente para tornar inúteis qualquer esforços. Mas como contar isso para uma menina que foi criada desse jeito desde que nasceu? Como contar isso pra mim mesma, eu que sempre fui a bonequinha, amada, servida e paparicada? Que desiluzão, e mesmo assim que coisa boa. Algumas vezes não podemos esperar que o que repetem desde que você se lembra seja verdade. E às vezes você tem que descobrir a verdade sozinho.

    Se assustaram? Que seja. Talvez ler dois livros voltados par ao lado da filosofia ao mesmo tempo não esteja me fazendo bem. Ou talvez estejam fazendo com que eu finalmente pegue no tranco. Não deixa de ser confuso, mas em algum lugar no meio do caminho, não sei ao certo onde, eu comecei a gostar. Talvez esse seja o gosto amargo de quando você começa a pensar com seu próprio cérebro.


    Paloma às 13h57
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    Domingo , 28 de Setembro de 2008

    Nem pelo Sol...

    Tem coisa que é sagrada. Tem coisas que você jamais vai saber como é. Tem coisas que você não quer saber. A vida é injusta às vezes. De vez em quando você queria se revoltar, tomar o controle das coisas, mas simplesmente não pode. Isso dói, dói lá no fundo, ver as coisas acontecerem e ficar só parado assistindo. Assistindo enquanto a vida vai por um caminho que você não escolheu, e você não pode impedir isso, mesmo a vida sendo sua. E é tão estranho pensar que não escolhemos as coisas que acontecem na nossa própria vida. E mesmo a parte que podemos escolher acaba sendo determinada por coisas sobre as quais não temos controle. Viver é tão bizarro. É como estar ao volante de um carro desgovernado em alta velocidade, e você tenta virar o volante, mas ele não funciona, quando muito, acaba piorando a situação. Mas há coisas pelas quais vale a pena lutar até com o que você não pode mudar. Tem coisas que valem a pena qualquer sacrifício, simplesmente porque elas são mais valiosas do que qualquer coisa que você jamais vai ter, que você jamais vai poder pôr os olhos de novo em toda a vida. Então vale a pena brigar com o vento e se revoltar com o sol, porque depois esse tempo passa, e tudo o que você pode fazer é lembrar. E se algum dia algum de nós for capaz de mudar o imutável? Ninguém sabe a capacidade de um ser humano. Nenhum de nós tem a menor idéia da força que tem. A maioria vai morrer assim, alguns acabam descobrindo um pouco dela em momentos desafiadores, mas ninguém chega a ter conciência dela como um todo. Um homem poderia fazer um estrago gigantesco, todos juntos seriam capazer de qualquer coisa. Nós somos burros, essa é a conclusão que eu chego, mas não voluntáriamente, porque ninguém tem consciência do tamanho da própria burrice, nem o mais esperto dos homens. Quem sabe um dia eu possa vender sonhos, e me sentir um pouquinho melhor comigo mesma.


    Paloma às 20h40
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    Sexta-feira , 26 de Setembro de 2008

    "Hey, this is not natural"

    Mudança de rotina. Chegar em casa e deitar no sofá, ao invés de subir direto as escadas e ir direto para a frente dessa prisão pra onde a gente vai voluntáriamente. Almoçar assistindo jornal, ao invés dos desenhos repetidos e sem graça do meu irmão, assistir um pedaço de video show antes de continuar a tocar a vida pra frente. Há quanto tempo eu não faço isso? Bem, não lembro de fazer isso desde antes da minha mãe começar a trabalhar, nós despedirmos todas as empregadas que passaram por aqui e desistirmos de achar uma nova. Desde então eu venho direto pra cá, porque mesmo que ilusóriamente, a maioria das vezes eu encontro alguma companhia. Eu tive que fazer uma redação sobre a internet outro dia, o tema era "Internet emburrece?", e eu pensei em dizer que sim. Bem, eu pensei isso até tentar avaliar meus argumentos, e acabar voltando à minha idéia original, a primeira frase que eu falei quando entregaram a folhinha pra gente. Qual era? Bem, a Internet não emburrece, são as pessoas que emburrecem. Sim, a frase soa idiota (quem sabe porque eu passe tempo demais na Internet), mas idéia original é que cada um sabe o que é bom para si. A Internet em si não vai ficar mais burra ou mais inteligente, as pessoas que não sabem usar é que causam esse 'retardo' em si mesmas, certo?

    Troca de template... mais uma. Era rosa demais, tinha informação demais e a coluna dos posts (que contém o objetivo principal da maioria dos blogs: escrever) era pequena demais. Eu já estava me conçando pra trocar há um tempinho, agora foi. Simples e limpo, relativamente espaçoso e, o mais importante, organizado. Me sinto uma nova pessoa (?). Também fiz um perfil novo e troquei o player. Falando no player, no meu 'miniPod' tem algumas cositas que fazem a minha cabeça. Não são todas, claro, mas são parte delas, e também tirei do modo de reprodução automático porque ele me irrita, então, quem quiser conferir é só descer a barra de rolagem e dar uma olhada.

    Então, senhores, como um último comentário, eu só queria deixar mais uma vez registrado como a vida é irônica, e como você pode rir dela de vez em quando. Eu sei que isso não faz sentido nenhum pra vocês, e nem pra mim faz muito. Foi só uma revelação que eu acabei de ter.


    Paloma às 15h15
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