A Menina do Nariz Vermelho

Sobre ela...

Ela passa o dia fazendo nada, ela viaja na própria imaginação nas horas impróprias, ela não gosta de ordens, tem algo contra autoridades, reconhece quando está em situação de desvantagem e prefere se poupar de coisas potencialmente perigosas, mas não consegue evitar ser atraída por confusão. Ela acredita que a vida seria muito mais divertida sem os 'tenho que'. Ela ainda acredita nas pessoas, muito contra o seu bom-senso habitual, e ela pode perder a cabeça de vez em quando. Ela ama música, e ama os livros, e ama também cheirar os livros (o que pode soar um pouco estranho para alguns, mas ela não se importa, assume abertamente que é estranha. Ela tem a alma inquieta e cansa fácil de algumas coisas, enquanto outras conseguem ser para a vida toda. Ela é ela e isso basta, e só ela pode ser ela.

Sobre o blog...

Ele não simpatiza nada com o Internet Explorer. Se não se importar em enxergar tudo em negrito, vá em frente.
Esse blog é um caso de amor iniciado em 12 de novembro de 2006, uma das coisas mais sagradas e especiais da vida dela. Esse é o lugar onde ela é ela, e ninguém pode impedir. É o lugar só dela, onde todos estão convidados a entrar e participar, mas jamais tomarão seu lugar. Esse blog tem história, esse blog carrega coisas que não são palpáveis, essa simples página significa muito para alguém.

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    Paloma
    Templates da lua

    Quinta-feira , 17 de Julho de 2008

    Você tem fome de quê?

    Programa familiar de férias. Visita ao Museu Nacional da UFRJ, na Quinta da Boa Vista. Maluca, maníaca por museu, lá vamos nós. "Era só isso?". Graças a minhas características de 'preguiça mutante' conseguimos passar um tempinho no museu, que se fosse visto sem grande aprofundamento teria nos rendido uma longuíssima visita de incríveis... cinco minutos. Tudo culpa nossa. Não só minha e da minha família, de todos nós que moramos aqui, que com nossa incrível sede de cultura e busca por aprendizado, deixamos que os museus fiquem naquele estado. Nesse momento não é de se espantar que a entrada estivesse barata, ou que as pessoas que tomavam conta da entrada frisassem tanto que não se podia tocar em nada ou correr lá dentro. A porcentagem de perda para eles se uma única pedrinha do canto do assoalho fosse danificada seria enorme, dada a quantidade realmente enorme (e quero deixar claro aqui que estou escreverndo com todo o sarcásmo que consegui reuir). E agora nos perguntamos porque o povo brasileiro é como é. E também porque os museus daqui são tão diferentes dos lá de fora. É ciclico. Quanto pior a condição intelectual da população, mais deixamos a situação dos museus, bibliotecas e coisas do gênero piorar. Quanto pior essa situação, pior fica a condição intelectual da população. E o meu facínio por tudo lá de fora almenta. Sorte do nosso país que de tempos em tempos uma pontada de nacionalismo, pena, ou sei-lá-qual-o-nome-disso me atige lá no fundo. Fora daqui não farei a mínima diferença mesmo, quem sabe aqui eu possa fazer algo? Ou não. Mas eu gosto muito da história do beija-flor.

    Should I stay or run away?
    Leave it all behind


    Paloma às 17h52
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    Sábado , 12 de Julho de 2008

    Can you see what I see?

    Finally back. Sem compromissos, sem obrigações, nada de acordar cedo. Parece que o que tinha tudo para dar errado deu certo, inacreditavelmente. To com um sentimento diferente hoje, mas é tão diferente que é melhor eu deixar pra explicar depois, em um post completamente exclusivo. Às vezes as brincadeiras são só brincadeiras, as pessoas não têm limites, sem isso querer dizer que são más pessoas. Todo mundo tem seus defeitos. Cedo ou tarde nós descobrimos isso. Eu tive essa chance. Coisas somente explicáveis somente em contos de fadas. Deu certo, foi ótimo, seguir a diante.
    Dia seguinte, nervosismo, tentativas de fuga. Empurrada para cima do penhasco. Queda livre, sensação de liberdade. E um novo pensamento de que talvez o mundo não fosse tão ruim, a errada pode ser, afinal de contas. Ruim porém bom. Todos deviam saber como é, pelo menos uma vez na vida.
    Nos dois casos, amizade. Nos três casos, amizade. Laços fortes. Quem pode entender a cabeça de um ser humano. Se a vida fosse entendível não seria tão divertida, e utilidade dos filósofos seria nula, iriamos todos nos embebedar no bar da esquina para tentar esquecer as coisas que fazem perfeito sentido.
    Aproveitar as férias. Descansar até cansar. Fazer tudo o que der tempo. Dormir, ir ao cinema, passear, ler, conversar. Mas no final a certeza é uma e uma só: vou ficar com saudades. Já estou com saudades.


    Paloma às 23h10
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    Quinta-feira , 03 de Julho de 2008

    00:39

    O que é um ser sonâmbulo e azul vagando por uma casa abandonada na madrugada de um dia de semana? Talvez alguém que realmente precise terminar um trabalho, ou alguém que acabou de terminar um e sentiu uma estranha necessidade de retribuir comentários, tirar as teias de aranha da janela e se sentir um pouco menos culpada. Bem, a terceira opção é alguém cujos pais estavam assistindo jogo de futebol e esqueceram de mandar desligar o computador. Ou talvez as três responstas anteriores. Tudo o que sei é que nesse momento posso dizer sem metáforas que sol uma criatura carente da meia noite. Uma criatura sem nada relevante a dzer que que tem que ir dormir para acordar às cinco e meia no dia seguinte. Uma pessoa que vai passar o dia de amanhã totalmente destruida, mas uma pessoa feliz porque matou uma saudade. Espero que vocês possam esperar por mim mas um pouco. Volto já. Até breve.


    Paloma às 00h40
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