Chega de mistério, tudo o que precisam saber é que eu não sei bem quem eu sou. Ainda. 16 anos. Vestibulanda de primeira viagem. Maluca com anos de experiência. Muito prazer.
Blog criado do meio do nada em 12 de novembro de 2006. Fala sobre tudo o que me dá vontade. Quer textos ligados e com relação um com os outros? Vá ler um livro. Nem sempre o que eu falo é o que você vê, mas sim o que eu vejo. Afinal o blog é meu, certo? Não culpo ninguém por discordar de mim, acho até muito aconselhável. Adoro visitas, por isso fique a vontade.
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Just Because; Pub 66; Strawberry Kiss; Beki; Vale da Solidão; Polly Ok 2; Kaworu Nagisa Unlimited; Apelo subliminar; Fordismo poético; Jimmy Sheep; So-contagious; Boneca Cibernética; O céu é azul e outras coisas; A vida em crônicas;
Os mais velhos lembram, passam várias horas olhando para trás. Os jovens não tem para que olhar, então planejam, vislumbram o futuro. A faculdade, o emprego, ‘será que eu consigo?’. Parece tudo tão assustador. Eu me pergunto várias vezes como eu vou fazer quando chegar a minha hora. Me pergunto se eu tenho condições de chegar no mercado de trabalho, de que jeito for. E sabe o que me respondo agora? Sim, eu tenho.
Eu tenho que acreditar em mim, eu tenho que acreditar no meu potêncial. Eu tenho pontancial para alguma coisa, não importa o que seja! Mas será que eu consigo segurar essa auto-estima toda até lá? Espero que sim.
Outro dia deixei minha primeira oportunidade escapar. Não me xinguem ainda, ouçam a história toda primeiro. O curso de inglês no qual eu estudo há uns cinco anos tem um laboratório de computadores, e há sempre uma pessoa que trabalha lá encarregada de cuidar de tudo e manter a ordem no caos lá dentro. Para essa função eles contratam sempre alunos, que tem que estar em uma série mínima. O grande problema deles é que esse alunos são universitários (pelo menos todas as vezes que eu chequei) e logo eles tem que sair de lá para estagiar e esse tipo de coisa que faz a gente de faculdade.
No dia antes de começarem as minhas aulas desse semestre eu dei uma passada lá com a minha mãe para levar o meu irmão para a aula e comprar o material. Estava sentada na secretaria e a diretora me perguntou se eu estava com tempo livre. Eles precisavam (de novo) de alguém para ficar lá.
Eu fiquei muito feliz com a oferta, por terem pensado em mim, por acharem que eu tinha capacidade. O que não vira um jovem quando acreditam nele, né? Criaram um monstrinho. Brincadeira. Mas é uma sensação boa, sim. Ah, se esse não fosse aquele ano! Se não fosse aquele ano, que eu me recuso a dizer qual é mais uma vez com risco de pôr a mim mesma e a vocês (empatia, queridos!) numa leve depressão, se eu não tivesse que passar três dias da minha semana inteiros na escola, mais as outras manhãs, incluindo o sábado, e o resto do meu tempo livre com a cara nos livros tentando recuperar o que eu deliberadamente deixei de lado em todos os meus anos escolares... Ah, se não fossem esses pequenos detalhes com certeza eu teria aceitado. E aceitado muito feliz.
Por enquanto fica como levantador de auto-estima, como uma prova de que eu sou capaz. Quem sabe na próxima vez eu possa abrir um sorriso de orelha a orelha e responder simplesmente: “Claro!”.